Empresária e Quiróloga
Graduada em ciências contábeis pela UNOESC
Pós graduada em Qualidade Total

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Influências do Astral

Intuição poderosa ou não

27/07/2010 16:48 - Eliane Balvedi Medeiros





 

            A razão tenta nos demover de uma idéia que parece logicamente infundada, nós vamos lá e damos a cara pra bater. Muitos se põem a pensar exatamente assim. Mas os sentimentos estão ai para provar muito mais, para compreender, não basta pensar é preciso sentir e, principalmente intuir. Será que sempre a razão tem razão?

Não é difícil entender por que muitas pessoas ainda torcem o nariz para a intuição. Hoje o modelo de conhecimento que temos no mundo moderno ocidental ainda é muito embasado pelo pensamento racional e lógico.

            A intuição é uma aptidão que todos nós temos, mas que precisa ser desenvolvida assim como a própria capacidade de pensar. É aquela percepção ou decisão que aparentemente não tem uma explicação lógica e que até contraria o senso comum, mas que no fim das contas faz todo o sentido. Intuições aparecem através de sensações inexplicáveis, insights, sonhos ou de uma voz interna que parece dizer ‘ sim isto está certo’ ou “isso não vai funcionar”. Em alguns momentos é difícil explicar a intuição porque ela é como um lampejo, uma resposta imediata que nossos neurônios constroem diante uma situação.

            Nossa mente trabalha melhor relegando ao inconsciente uma boa parcela de pensamento racional, ela não daria conta de tudo, se não usasse este artifício. Por causa disto a própria evolução dotou nossa mente  da capacidade de reagir antes mesmo de pensar quando estamos diante de uma situação de risco; a intuição é portanto uma aptidão evolutiva. “ o instinto que nos faz hoje optar por algo que conhecemos  equivale ao instinto de sobrevivência no mundo selvagem.

            A intuição permite à nossa mente colocar alguns comportamentos  e decisões  em piloto automáticos . “ Pensar toda vez em como se anda de bicicleta ou como se deve sorrir sempre é melhor que do que fazer ambas as coisas de forma automática. As partes inconsciente da mente são capazes de decidir sem que nós  ou o eu consciente conheçamos as razões. Nós só temos intuições a partir de experiências, de informações e do conhecimento que obtivemos, voluntariamente ou não. A mente intuitiva se adapta e age com economia valendo-se do inconsciente, das aptidões evolutivas e dos métodos empíricos que desenvolvemos no decorrer da nossa vida.

            As pessoas que resolvem seguir sua intuição e se dão bem passam a dar mais valor aos avisos e sinais que o inconsciente lhes dá. Intuir na verdade, significa utilizar outro sentido de que dispomos além da visão, da audição, do olfato, do paladar e do tato; que nos ajuda a melhorar a relação com o mundo e facilitar nossa vida. A intuição melhora com a experiência  sem que a gente se dê conta.  É o autoconhecimento, aliás, que nos permite reconhecer os pressentimentos que a nossa mente tem. Porque é fácil confundir intuição com desejo e com medo.

            Se estiver realmente atento aos sinais do inconsciente, aumentamos nossa capacidade de usar nossa intuição e de decidir acertadamente, para que isto aconteça precisamos estar com a mente mais tranqüila possível.

            A intuição depende de um estado mental de relaxamento. As pesquisas indicam que, nesse estado, a mente intuitiva não precisa  de mais de dois segundos para que seja capaz de tomar decisões. Desenvolver a intuição significa adotar uma postura mais reflexiva e trabalhar a autoconfiança.  Apostar naquilo que você percebe e sente. “Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento de que necessita em seu próprio interior” deixou escrito para a posterioridade o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, um defensor da intuição, já que tendemos a viver tão melhor à medida que percebemos o que nos rodeia.

 



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