Empresária e Quiróloga
Graduada em ciências contábeis pela UNOESC
Pós graduada em Qualidade Total

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Influências do Astral

Ganância x Hostilidade

18/08/2007 14:19 - Eliane Balvedi Medeiros



Quem já não atravessou um golpe de hostilidade quando menos esperava? Basta um gesto inesperado, uma palavra desagradável para sermos atingidos pela dor daquele que declara abertamente estar "de mal" com o mundo e, quem sabe, especificamente com a gente! A hostilidade é uma energia má concentrada na agressividade, e tem como intuito declarar guerra: chamar o inimigo para o confronto, disputar um lugar ou uma posição. Assim como diz o ditado popular, "Quando um não quer, dois não brigam", cabe a cada um saber a hora certa de recuar. No entanto, isso não quer dizer que devamos fugir e desdenhar um aviso de agressão.  O controle interior é uma virtude das pessoas que se dedicam ao autoconhecimento.

Neste mundo competitivo, a ganância é vista como força-motriz para vencer. Aqueles que não se contentam com o que conquistam por meio de seu próprio esforço usam a hostilidade como uma arma potente, capaz de paralisar os mais suscetíveis às influências externas. Por isso, precisamos estar antenados àqueles que avançam por nosso espaço sem pedir licença, pois são pessoas acostumadas ao poder: eles acham que estão no direito de poder tudo a qualquer hora. Por isso são chamados de "cara de pau". Eles agem de modo naturalmente hostil, pois sabem que assim têm menos chances de serem barrados. De fato, é verdade, pois o comportamento hostil desperta medo, raiva e ressentimento: um prato cheio para congelar emoções e impedir a possibilidade de alguém se opor à ação imposta por eles.  Neste sentido, a agressividade é uma autodefesa, isto é, um mecanismo biológico fundamental de adaptação. Ela nos ajuda a lidar com as ameaças de nosso território, tanto físicas quanto emocionais.  Querendo ou não, teremos de lidar com os limites alheios para não cultivar uma constante frustração que gera apenas mais hostilidade. Por isso, a hostilidade é uma emoção anterior à ação agressiva; nela mora um secreto desejo de vingança.

Somos nós que as pegamos e continuamos a nos apunhalar enquanto formos tomados pela indignação: "Ele não poderia ter dito isso, feito aquilo". Isto é, como reagimos às críticas e o tempo dedicado a elas é sempre uma questão nossa, e não daqueles que nos agrediram. Se somos tomados pela indignação, perdemos o autocontrole. Desta forma, nossa própria segurança torna-se ameaçada, pois sentimos que podemos explodir a qualquer momento. O medo de magoar aqueles que cuidaram de nós gerou o sentimento de culpa inconsciente que nos faz sentir responsáveis pelos sentimentos alheios. Mas quanto mais negarmos nossa raiva, mais ansiedade iremos sentir sem compreender a sua razão aparente.  Por fim, enquanto nos sentirmos prejudicados por alguém ou uma situação, manteremos uma ferida aberta que nos tornará cada vez mais amargos. Até mesmo aqueles que se proíbem de sentir raiva acabam por descobrir que ela está inevitavelmente em seu interior e se tornou uma força destrutiva. Por isso, o melhor é lidar com nossa hostilidade interna.


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