| ![]() Leila Longo Romão procurar mobilizar os empresários lojistas da região Lojistas lutam contra ganância da indústria dos cartões
O presidente da
Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque
Pellizzaro Junior, liderou a manifestação dos dirigentes de
Federações e de várias CDLs do País que participaram de audiência
pública sobre a questão dos cartões, promovida pela Frente
Parlamentar Mista do Comércio Varejista, dia 22 de abril, em
Brasília. A frente é presidida pelo deputado federal Paulo
Bornhausen (DEM/SC) e o senador Adelmir Santana (DEM/DF). No evento,
foi debatido um amplo relatório produzido pelo BC e as secretarias
de Acompanhamento Econômico e de Direito Econômico, vinculadas ao
Ministério da Fazenda, com uma radiografia deste mercado e
estabelecendo comparações com as práticas em outros países. Para
o presidente da CNDL, a luta contra a ganância da indústria dos
cartões de crédito é a principal bandeira do movimento lojista.
"Nosso esforço é a favor dos consumidores, pois os lojistas não suportam os custos impostos pela ganância da indústria dos cartões e repassam ao preço final dos produtos. Sem encargos tão pesados, o preço final pode cair, beneficiando quem compra à vista", observou Pellizzaro Junior. A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Caçador, Leila Longo Romão, manifestou-se sobre este assunto que está presente em todas as conversas e encontros de lojistas. "O dinheiro plástico (cartão) representa um avanço nas relações comerciais. Porém, é necessário e urgente que as administradoras de cartões diminuam as taxas cobradas aos empresários lojistas e o prazo de ressarcimento às empresas, de forma que esse custo não faça diferença na formação do preço final dos produtos e serviços. O consumidor não sabe por exemplo que na venda à vista ou à prazo, as operadoras ficam com uma parte do valor pago, e levam um longo prazo para ressarcir o valor da compra ao lojista", ressalta Leila, dando ainda o exemplo de uma pequena mercearia de seu conhecimento, que segundo ela, entre aluguel das máquinas de cartões e taxas, paga mais para as operadoras de cartões do que paga de impostos ao Governo. "È dinheiro que não acaba mais, estamos criando um quarto poder no Brasil", exclama a presidente da CDL/Caçador. Na audiência pública em Brasília, além de diversos parlamentares, participaram autoridades do Banco Central, dos ministérios da Justiça e Fazenda e ainda vários representantes do segmento lojista, como Sergio Medeiros, presidente da FCDL/SC, Roberto Alfeu Pena Gomes, presidente do SPC Brasil e da CDL de Belo Horizonte (MG), Nival Martins Silva Junior, superintendente do SPC Brasil, Antonio Augusto, sindivarejista do DF, Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL/RS, Joaquim Fonseca Júnior, presidente da FCDL/BA, Marcelino Campos, presidente da CDL de Blumenau (SC), Vicente Estevanato, presidente da CDL do Distrito Federal, Vilson Noer, presidente da CDL de Porto Alegre (RS), José Alves de Lima Júnior e João Araújo Sobrinho, respectivos diretor e ex-presidente da CDL de Fortaleza (CE). "Vamos mobilizar as CDLs a procurarem os parlamentares de suas respectivas regiões, para que assumam nossa bandeira", informou Roque Pellizzaro Junior. Convidadas, as empresas que representam as principais bandeiras de cartões no país e a ABEX, associação do setor, não compareceram à audiência pública. Entenda porque os lojistas e os consumidores devem se mobilizar contra a ganância da indústria dos cartões:
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